Cultura!

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OBJECTIVOS

Estes textos são uma mera justificação de gosto, dirigida em primeiro lugar aos amigos, e não são crítica de cinema, muito menos de teatro ou arte em geral... Nos últimos tempos são maioritariamente meros comentários que fiz, publicados principalmente no facebook ou no correio electrónico, sempre a pensar em primeiro lugar nos amigos que eventualmente os leiam.
Gostaria muito de re-escrever os textos, aprofundando as opiniões, mas o tempo vai-me faltando...
As minhas estrelas (de 1 a 5), quando as houver, apenas representam o meu gosto em relação à obra em causa, e nunca uma apreciação global da sua qualidade, para a qual não me sinto com competência, além da subjectividade inerente. Gostaria de ver tudo o que vale a pena, mas também não tenho tempo...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

TOP 10 TEATRO 2018


O meu Top 10 do Teatro 2018
Em 2018, ano em que não pude ver muitos dos espectáculos em que estava interessado, as minhas preferências do que vi:
Título; Autor / Encenador; Companhia
1- O que considero melhor:
Estado de Sítio; Albert Camus / Emmanuel Demarcy Mota; Théâtre de la Ville
Bonecos de Luz; Romeu Correia / Rodrigo Francisco; CTA
A Última Viagem de Lenine; Não matem o Mensageiro
Carmen, Vozes Dentro de Mim; Natália Luiza; Teatro da Trindade/ Inatel /Teatro Meridional
2- O que gostei muito:
O Amor, o Dinheiro e o Pecado; Olavo d'Eça Leal / Armando Caldas; Intervalo G.T.
Fedra; Racine (Eurípedes)/ Manuel Jerónimo; Intervalo G.T.
Actriz; Pascal Rambert (para Marina Hands); Structure Production
3- O que também achei interessante, a merecer visão:
Nada de Mim; Arne Lygre; Artistas Unidos
O Abraço; Cláudio Hochman
A Sonâmbula; Vincenzo Bellini / David Marton; Münchner Kammerspiele












TOP 10 CINEMA 2018



O meu Top 10 do Cinema 2018 (35º ano desde 1984)

2018:

Título original; Título português; Realizador
Aus dem Nichts; Uma Mulher não Chora; Fatih Akin
The Shape of Water; A Forma da Água; Guillermo del Toro
The Post; A Guerra Secreta; Steven Spielberg
Visages, Villages; Olhares, Lugares; Agnès Varda e JR
Colo; Colo; Teresa Villaverde
Luz Obscura; Luz Obscura; Susana Sousa Dias
The Bookshop; A Livraria; Isabel Coixet
Widows (*); Viúvas`; Spike Lee
Roma (*); Roma; Alfonso Cuarón
Fahrenheit 9/11 (*); Fahrenheit 9/11; Michael Moore
BlackKklansman; O Infiltrado; Spike Lee (*)
(*) ainda não vistos mas susceptíveis de integrar o Top 10
West Side Story (**); Amor sem Barreiras; Robert Wise -1961
Ugetsu Monogatari (**); Contos da Vaga; Kenji Mizoguchi -1953
Sommarnattens Leende (**); Sonhos de uma Noite de Verão; Ingmar Bergman (1955)
(**) cópias novas vistas este ano de obras-primas absolutas













sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

DEPOIS DE UMA INTERRUPÇÃO



DEPOIS DE UMA INTERRUPÇÃO FORÇADA POR MOTIVOS DE SAÚDE




Tenho andado a tentar recuperar umas preciosidades cinéfilas que tinha gravadas no obsoleto VHS, sistema que quase ninguém já tem:
- o célebre LA VIE EST À NOUS (1936), do grande Jean Renoir, feito com o apoio do PCF; 
- dois filmes, menos conhecidos para a maioria, do Michael Powell (O LADRÃO DE BAGDAD (1940) e OS CONTOS DE HOFFMAN (1951) ), que quando jovem, apesar da polémica que o segundo suscitou, foram dos que mais começaram a despertar-me o interesse para a Sétima Arte, pela sua grande beleza e imaginação; 
- o PARTY GIRL (1958), belíssimo filme do grande NICHOLAS RAY, com a bela Cyd Charisse; 
- PADRE PADRONE (1977), obra magistral dos manos Taviani (Paolo e Vittorio), autores que a crítica mais conservadora sempre tentou desvalorizar; 
- e duas obras extraordinárias do Federico Fellini (para muitos dos seus pares, um dos maiores cineastas de sempre - último inquérito da SIGTH AND SOUND, de 2012. Ainda verei o próximo, em 2022? Gostava...) - AS NOITES DE CABÍRIA (1957) e LA DOLCE VITA (1960). 
Há bastantes mais. Por isso tenciono continuar. Se puder...


Giulietta Masina, em As Noites de Cabíria


 A Vida é Nossa, de Jean Renoir



Marcello Mastroianni, em La Dolce Vita


Padre Padrone


Party Girl




Os Contos de Hoffmann


O Ladrão de Bagdad



segunda-feira, 23 de julho de 2018

THE BOOKSHOP (A LIVRARIA), de Isabel Coixet

Uma belíssima surpresa porque ainda quase ninguém me chamara a atenção para esta pequena jóia realizada pela cineasta catalã Isabel Coixet, de quem já víramos outros filmes muito interessantes. 
No entanto tinha vencido os dois principais prémios GOYA, em 2017, Espanha, equivalentes aos Óscares para o cinema norte-americano - melhor filme e melhor realização e ainda o melhor argumento adaptado, a partir do romance homónimo de Penelope Fitzgerald.
A actriz inglesa Emily Mortimer, já nossa conhecida de outros filmes de grandes cineastas, é uma fascinante livreira.
Ray Bradbury e o seu admirável Fahrenheit 451 e Vladmir Nabokov e a sua famosa Lolita são duas referências da obra que se situa no final dos anos 50 na costa inglesa ( East England) onde as mentalidades conservadoras da grande burguesia/aristocracia e dos seus lacaios, tudo fazem para se opor à abertura de uma livraria na sua cidadezinha. 
Magnífico retrato desse meio rural, elitista e muito conservador, capaz de recorrer sem vergonha à mentira (não respeitando sequer os mortos) e às trapaças legais para impor os seus desejos. Como nós os conhecemos bem! Continuam iguais, lá como cá! 
Acabam por provocar o fecho da livraria e obrigar a jovem livreira a voltar para Londres mas acabarão por ficar sementes, entre os mais jovens, dessa luta. 
Lembro para terminar as duas magníficas adaptações ao cinema daqueles dois clássicos da literatura: Fahrenheit 451 realizado por François Truffaut e Lolita uma admirável obra-prima de Stanley Kubrick que conseguiu o feito raro de ultrapassar em qualidade o original de Nabokov (em minha opinião). 




  

CINEMA DE AUTOR VS CINEMA COMERCIAL (I)



Lançar dados para uma discussão - cinema de autor versus cinema comercial

TABU, de Miguel Gomes exibido em 26 países em 70 festivais 395.047 espectadores dos quais 371.476 no estrangeiro cerca 3,3 milhões de euros de receita bruta (dados provisórios); 
AMÁLIA, de Coelho da Silva 224.201 espectadores dos quais 9.587 no estrangeiro 930 mil euros de receita bruta

(em Ípsilon, 20-Jul-2018)


domingo, 22 de julho de 2018

RUA DA FÉ


RUA DA FÉ

É um prazer a sua visão, como é aliás habitual nos espectáculos do Intervalo. 

Música de várias origens mas sempre da que apreciamos - do Tony de Matos a Tito Paris e a José Afonso, Sérgio Godinho e José Mário Branco, de Bizet a Kurt Weil / Bertold Brecht ! Bela direcção musical
Um final à Intervalo, como o Armando Caldas gosta, com uma marcha empolgante, com música de Luís Macedo e letra de Tavares Marques.



A FICHA TÉCNICA

Direcção Musical: Luís Macedo

Intérpretes:
(por ordem de entrada em cena) 
Fernando Tavares Marques
João José Castro
Miguel de Almeida
Miguel Partidário
Rita Bicho
Cristina Miranda
José Coelho 


Ficha Técnica e Artística:

Rafael Azevedo (Piano)
Sané (Conga)
André de Melo (Som)
Luis Herlânder (Luz)
Ricardo Fernandes (Design Gráfico)
Dulce Moreira (Produção e Promoção)
Fátima Morais (Administrativa)
Armando Caldas (Direcção Artística) 

50.º ano, 110.º Espectáculo (incluindo 1.º Acto Clube de Teatro)

INTERVALO GRUPO TEATRO
Auditório Municipal Lourdes Norberto
Largo da Pirâmide, 3N 2795-122 Linda-A-Velha
|-- 214 141 739
|-- intervaloteatro@gmail.com






CONCERTO COM MÚSICA RUSSA

CONCERTO DE MÚSICA ERUDITA NO CHIADO, LISBOA 

Noites Russas: Mikhail Glinka (1804-1857), Modest Mussorgski (1839-1881), Piotr Iliitch Tchaikovski (1840-1893), Aleksander Glazunov (1865-1936), Nicolai Rimski-Korsakov (1844-1908), Serguei Prokoviev (1891-1953), Aleksandr Borodin (1833-1887), referidos pela ordem em que as suas obras foram tocadas neste concerto. 

Admirados porque nos presentes não constar um dos maiores compositores da História da Música, Dmitri Chostakovich (1906-1975)? 

Eu não, dados os organizadores... 

Mas ao menos podiam ter tocado a sua Valsa Nr.2... Aquela (lembram-se?) que um grande mestre da 7ª Arte, Stanley Kubrick, utilizou com enorme magia em "De Olhos Bem Fechados", sua derradeira obra-prima (Posso rir?). 

O concerto terminou com as belíssimas Danças Polovtsianas do Príncipe Igor e não podia ter fechado melhor! Belas e entusiasmantes! 

A foto foi feita pela Dolores Pereira (João Ramos). Ficámos todos num canto que só dava para ouvir e muito pouco para ver (e um concerto de música também tem muito para ver!) 

OBS: e, claro, que relembrámos o maravilhoso concerto de Música Soviética, numa Festa do Avante recente. 

Mas isso é "outra música", organizada com mais saber e cuidado...