Cultura!

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OBJECTIVOS

Estes textos são uma mera justificação de gosto, dirigida em primeiro lugar aos amigos, e não são crítica de cinema, muito menos de teatro ou arte em geral... Nos últimos tempos são maioritariamente meros comentários que fiz, publicados principalmente no facebook ou no correio electrónico, sempre a pensar em primeiro lugar nos amigos que eventualmente os leiam.
Gostaria muito de re-escrever os textos, aprofundando as opiniões, mas o tempo vai-me faltando...
As minhas estrelas (de 1 a 5), quando as houver, apenas representam o meu gosto em relação à obra em causa, e nunca uma apreciação global da sua qualidade, para a qual não me sinto com competência, além da subjectividade inerente. Gostaria de ver tudo o que vale a pena, mas também não tenho tempo...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

BALANÇO 2014 - DE CINEMA E TEATRO



BALANÇO CINÉFILO 2014 - OS MEUS DEZ FILMES PREFERIDOS VISTOS NO ANO PASSADO


AMAR, BEBER, CANTAR (AIMER, BOIRE, CHANTER), ALAIN RESNAIS

DEPOIS DE MAIO (APRÈS MAI), OLIVIER ASSAYAS

DOZE ANOS ESCRAVO (12 YEARS A SLAVE), STEVE MCQUEEN

LOBO DE WALL STREET (O) (THE WOLF OF WALL STREET), MARTIN SCORSESE

MAGIA AO LUAR (MAGIC MOONLIGHT), WOODY ALLEN

MAIAS (OS) - CENAS DA VIDA ROMÂNTICA, JOÃO BOTELHO

MEU OUTRO PAÍS (O) (MITT ANDRA LAND), SOLVEIG NORDLUND

NEBRASKA, ALEXANDER PAYNE

QUARTO AZUL (O) (LA CHAMBRE BLEUE), MATHIEU AMALRIC

SALÃO DE JIMMY (O) (JIMMY'S HALL), KEN LOACH

OBS: Do que não vi talvez o CAVALO DINHEIRO, do PEDRO COSTA pudesse vir a alterar a minha lista, por ser de um cineasta de cuja obra gosto muito.

CINEMA REVISTO:

A salientar, fora da CINEMATECA PORTUGUESA, pequenas retrospectivas de 3 grandes mestres - IASUJIRO OZU, INGMAR BERGMAN e SATYAJIT RAY. Do último saliento, por ter sido menos vista no nosso país, a belíssima obra-prima, CHARULATA.




BALANÇO DE TEATRO 2014 – OS DEZ ESPECTÁCULOS DE QUE MAIS GOSTEI ENTRE OS VISTOS NO ANO PASSADO

AL PANTALONE, MÁRIO BOTEQUILHA / MIGUEL SEABRA, TEATRO MERIDIONAL

ARRAIAL DELUXE, CIRCOLANDO

CARTAS DE AMOR A SÓROR MARIANA, MARIANA ALCOFORADO / EUGÉNIO DE ANDRADE / ARMANDO CALDAS, INTERVALO G.T.

DOIDO E A MORTE (O), RAUL BRANDÃO / ALEXANDRE DELGADO / RODRIGO FRANCISCO, CTALMADA

GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE, TENNESSEE WILLIAMS / JORGE SILVA MELO, ARTISTAS UNIDOS

ILUSÃO, FREDERICO GARCIA LORCA / LUÍS MIGUEL CINTRA, CORNUCÓPIA

ÍON, EURÍPEDES, LUÍS MIGUEL CINTRA, CORNUCÓPIA

MARX NA BAIXA, HOWARD ZINN / ANTÓNIO SANTOS

TARTUFO, MOLIÈRE / ROGÉRIO DE CARVALHO, CTALMADA

UM DIA VOCÊS SERÃO OS RÉUS, ÁLVARO CUNHAL /RODRIGO FRANCISCO/JOAQUIM BENITE, CTALMADA




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

IN MEMORIAM - JOSÉ CASANOVA



HOMENAGEM SIMPLES, de um cidadão anónimo

Julgo que para a maioria de nós, os que amam a Liberdade, representou algo de muito importante: a defesa intransigente, no sentido de firme, de inabalável, dos princípios e ideais revolucionários.
Por isso suscitava, dentro ou fora do Partido, um grande respeito pelas suas opiniões e, consequentemente, pelas dos órgãos que dirigiu.

O ser humano extraordinário, de que falam os amigos e camaradas que com ele conviveram mais de perto, está bem expresso na sua obra literária que, embora breve, é para nós uma das mais importantes das últimas décadas, apesar do silêncio que sobre ela se abateu por parte da crítica dominante, em geral ao serviço de outras classes ou por elas condicionada e sem coragem para as arrostar.


Como modesto cinéfilo gostaria muito de ver a sua obra, em especial o extraordinário romance "O Caminho das Aves", retrato de toda uma geração que não se conformou, adaptada ao grande ecrã e julgo que seria perfeitamente possível. 




quinta-feira, 13 de novembro de 2014

OS MAIAS, de João Botelho



CINEMA E LITERATURA

A recente visão da adaptação de "Os Maias - Cenas da Vida Romântica", por João Botelho, que uma vez mais demonstra ser um dos nossos melhores realizadores, fez-me pensar nas relações entre a grande Literatura e o Cinema. 

O romance, todos sabemos, quer o tenhamos lido ou não (eu li mais de uma vez e espero ainda rele-lo), é uma das obras-primas absolutas da literatura portuguesa, magistral obra de Eça de Queiroz, na qual, a pretexto de histórias mais ou menos passionais, traça um retrato mordaz dos tempos finais da monarquia, em que grassa a corrupção, a falta de escrúpulos e uma certa dissolução de costumes, embora os heróis do romance sejam apenas personagens quase ingénuas apanhadas pela voragem dos tempos. Nada que seja novo para nós, neste início do século XXI, de novo num período histórico em que as classes mais poderosas voltam a ganhar terreno na luta de classes, tal como nessa época e esperemos que também por pouco tempo, como então...

Sobre o filme apenas meia dúzia de constatações, baseando-me só na versão curta (2h15') já que ainda não vi a integral (mais de 3h) mas que quero ver:

Uma excelente adaptação, que melhorará obviamente na versão integral. Com a utilização quase sempre (ou sempre?) de cenários nas cenas de exteriores, o que se compreende pelas razões económicas óbvias. Aliás cenários excelentes que, em minha opinião, não chocam o espectador, muito pelo contrário, porque também são olhados como obras de arte. Uma belíssima direcção de actores, com alguns consagrados e outros que não conhecia. João Perry, um grande nome do teatro, é magnífico em Afonso da Maia, o avô, os dois amantes (e mais não digo), Maria Flor e Graciano Dias são convincentes e Pedro Inês é um João da Ega simplesmente brilhante, isto para falar só dos principais desempenhos porque há outros verdadeiramente magníficos. João Botelho optou inteligentemente pela existência de um narrador (aliás de uma dicção magnífica, o cantor de ópera Jorge Vaz de Carvalho), permitindo-lhe uma ligação ao texto soberbo do Eça. E conseguiu que o humor quase sarcástico do grande escritor aflorasse por vezes, fazendo-nos sorrir às vezes à beira da gargalhada, perante os ridículos da grande burguesia retratada. 



Noutra ocasião referirei os grandes clássicos da Literatura Universal que o cinema tem adaptado às vezes ao nível da obra literária. Dos grandes clássicos russos (Fedor Dostoievski, Leon Tolstoi, Máximo Gorki, Mikhail Sholokhov, etc e outros mais recentes, Chingiz Aitmatov) que principalmente os cineastas da era soviética adaptaram brilhantemente, aos grandes dramaturgos (William Shakespeare, Tennessee Williams, Anton Tcheckov, Bertold Brecht, Eugene O´Neill, Harold Pinter, John Osborne, etc), aos grandes escritores que cultivaram o policial (Dashiell Hammett, Raymond Chandler, Horace McCoy, Georges Simenon, Ruth Rendell, John Le Carré, etc), aos grandes clássicos (Charles Dickens, Victor Hugo, Thomas Mann, Gabriel Garcia Marquez, José Saramago, Cervantes, Rabindranath Tagora, D.H.Lawrence, etc), aos grandes escritores portugueses (Eça de Queiroz, Camilo de Castelo Branco, José Rodrigues Miguéis, Manuel da Fonseca, Agustina Bessa Luís, Manuel Tiago (Álvaro Cunhal), Carlos de Oliveira, José Cardoso Pires, etc). 

Disso falaremos depois procurando seleccionar as adaptações que vimos e que na nossa opinião são as mais brilhantes. Não devemos esquecer todavia que o cinema tem tido ao longo de mais de um século de história grandes argumentistas, alguns dos quais também foram ou são grandes escritores. Mas isso já será outro domínio.

sábado, 8 de novembro de 2014

HOMENAGEM AO CINEMA

Homenagem ao Cinema através de dez filmes, alguns dos quais nunca veremos nos circuitos comerciais, e muito pouco ou nunca (infelizmente) na Cinemateca, mas de que gosto muito. 
Porque apesar de alguns serem grandes sucessos de público (dos maiores das últimas décadas na nossa cidade) são a antítese do cinema comercial, que em geral muito pouco nos diz, quando não nos irrita. 
Alguns são obras aparentemente muito simples, no entanto são capazes de nos transmitir sentimentos  e factos, fortes, sinceros e verdadeiros. 
São apenas dez exemplos entre muitos possíveis que mostram, cada um à sua maneira, porque gostamos tanto da Arte das Imagens. 
E são todos, na minha opinião, belos e grandes filmes que podemos rever sempre.

ÁGUA E SAL (2001), de Teresa Villaverde
POR
EDUCACIÓN DE LAS HADAS (2006), de José Luís Cuerda
ESP
IL POSTINO (O Carteiro de Pablo Neruda) (1994), Michael Radford
ITA
KAMCHATKA (2002), de Marcel Piñeyro
ARG
KLIMT (2006), de Raoul Ruiz
AUS
LIFE IS A MIRACLE
(A Vida é um Milagre) (2004), de Emir Kusturica
SER
MOTORCYCLE DIARIES (THE) (Diarios de Che Guevara) (2004), de Walter Salles
BRA
NUOVO CINEMA PARADISO (Cinema Paraíso) (1988), de Giuseppe Tornatore
ITA
OLGA (2004), de Jayme Monjardim
BRA
VERA DRAKE (2004), de Mike Leigh
GBR






OBRAS PRIMAS NA CINEMATECA

Para ver (ou rever) na CINEMATECA PORTUGUESA

A obra-prima A MÃE (MAT), de Vsevolod Pudovkine (URSS, 1925), adaptação de outra obra-prima mas da Literatura Universal, o romance homónimo de Máximo Gorki, que Bertold Brecht também adaptou magnificamente ao Teatro ( e nunca é de mais lembrar a belíssima encenação do saudoso Joaquim Benite para a Companhia de Teatro de Almada, com Teresa Gafeira, na protagonista, em mais uma das suas brilhantíssimas interpretações) já foi exibida. Nos próximos dias há outras obras máximas mas vou limitar-me a referir "The River" (O Rio Sagrado) (Fra, Ind, EUA, 1951), do mestre Jean Renoir, que teve nessa obra como assistente de realização outro nome enorme da Sétima Arte, então no seu início de carreira, Satyajit Ray (dia 13, 15.30) e "Zemlya" (Terra), outra obra extraordinária, de Aleksandr Dovjenko (URSS. 1930) (dia 19, 19.00) !
(ver programação completa em www.cinemateca.pt)


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

COM TEXTOS NO BLOGUE: ALGUNS GRANDES FILMES




BATTAGLIA DI ALGERI (LA)
A Batalha de Argel (1966)
GILO PONTECORVO
CESARE DEVE MORIRE
 César Deve Morrer (2012)
PAOLO e VITTORIO TAVIANI
CHE (2008)

STEVEN SODERBERGH
CHLEN PRAVITEL'STVA
 Membro de Governo (1940)
ALEKSANDR ZARKHI e
YOSSIF KHEIFITS
FORCE OF EVIL
A Força do Mal (1948)
ABRAHAM POLONSKY
PLAYTIME
Vida Moderna (1967)
JACQUES TATI
SARABAND
Sarabanda (2003)
INGMAR BERGMAN
SOUTHERNER (THE)
Sementes do Ódio (1945)
JEAN RENOIR
TWELVE ANGRY MEN
Doze Homens em Fúria (1957)
SIDNEY LUMET
VELIKIY GRAZHDADIN
O Grande Cidadão (1938)
FRIEDRICH ERMLER




COM TEXTOS NO BLOGUE: FILMES PORTUGUESES DE QUE GOSTO MUITO

48

SUSANA SOUSA DIAS
ATÉ AMANHÃ CAMARADAS

JOAQUIM LEITÃO
DUAS MULHERES

JOÃO MÁRIO GRILO
FELICIDADE

JORGE SILVA MELO
JOSÉ E PILAR

MIGUEL GONÇALVES MENDES
NE CHANGE RIEN

PEDRO COSTA
GEBO E A SOMBRA (O)
MANOEL DE OLIVEIRA

RUAS DA AMARGURA
RUI SIMÕES

TABÚ
MIGUEL GOMES

TERRA DE NINGUÉM

SALOMÉ LAMAS