Cultura!

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OBJECTIVOS

Estes textos são uma mera justificação de gosto, dirigida em primeiro lugar aos amigos, e não são crítica de cinema, muito menos de teatro ou arte em geral... Nos últimos tempos são maioritariamente meros comentários que fiz, publicados principalmente no facebook ou no correio electrónico, sempre a pensar em primeiro lugar nos amigos que eventualmente os leiam.
Gostaria muito de re-escrever os textos, aprofundando as opiniões, mas o tempo vai-me faltando...
As minhas estrelas (de 1 a 5), quando as houver, apenas representam o meu gosto em relação à obra em causa, e nunca uma apreciação global da sua qualidade, para a qual não me sinto com competência, além da subjectividade inerente. Gostaria de ver tudo o que vale a pena, mas também não tenho tempo...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

ESPECTÁCULOS DE TEATRO PREFERIDOS NO SÉCULO XXI (2001-2017)




ESPECTÁCULOS DE TEATRO PREFERIDOS VISTOS EM CERCA DE DÉCADA E MEIA (2001 - 2017)


Os espectáculos de Teatro fora do palco só existem na nossa memória, a menos que sejam conservados em filme, mas então já não serão bem a mesma coisa.


São efémeros de facto e no entanto alguns nunca serão esquecidos por quem os viu e apreciou. E farão parte da nossa cultura, da nossa formação.


Foi a pensar nisso que resolvi fazer este balanço dos grandes espectáculos de Teatro vistos na última década e meia das nossas existências, a maior parte deles coincidente com "um período socialmente muito mau, com a política de direita no poder, violentamente reaccionária, não poucas vezes de cariz fascizante, aqui e em grande parte da Europa, afrontando o mundo do trabalho e os direitos sociais dos trabalhadores e do povo em geral", conforme já havia escrito em anteriores balanços sobre Cinema.


O Teatro tem também, para além dos seus aspectos lúdicos, um grande papel de denúncia, de uma chamada de atenção, para os problemas da situação social e política que atravessamos. O Teatro que amamos é o que toma partido pelos trabalhadores, pelo Povo e também pelos desfavorecidos, pelos explorados, pelos humilhados e ofendidos, pelos marginalizados, pelos injustamente afastados seja por que motivo for para as margens da sociedade e pelos que lutam por um Mundo Melhor. Em suma o Teatro que nos fala dos grandes valores da Humanidade por que nos batemos.


E os grandes mestres fazem-no de um modo intemporal porque vão ainda mais fundo, ao âmago da questão, à natureza do Homem e as suas obras podem por isso ser entendidas alguns séculos depois e permitir leituras e encenações centradas no nosso tempo. 


Porque as questões que têm a ver com a dignidade do Homem, com o seu direito a conduzir o seu próprio destino, na vida colectiva inerente à condição humana, sem exploração nem opressão, permanecem, acompanhando a evolução da Humanidade e o surgimento das classes sociais e os seus interesses antagónicos numa sociedade ainda baseada no lucro e na exploração. Pelo seu fim nos batemos. 


Nota final: após muitos esforços esta foi a lista mais reduzida que consegui obter! Claro que é muito pessoal. Que entre todos estes espectáculos vistos neste início de século, por uma razão ou por outra roçando o brilhantismo e não poucas vezes obrigando os espectadores no final a saltarem das suas cadeiras para aplaudirem, que era o mínimo que podiam fazer, a ligação é o grande prazer estético, emocional, de apelo à inteligência, que me proporcionaram.


VIVA O TEATRO ! 


Eis a lista, uma vez mais por ordem alfabética:


AL PANTALONE, de Mário Botequilha / Miguel Seabra, Teatro Meridional 2015


ANO DA MORTE DE RICARDO REIS (O), de José Saramago / Helder Costa, A Barraca 2016


BICICLETA DE FAULKNER (A), de Heather McDonald /Rita Lello, A Barraca, Cinearte 2009


CARTEIRO DE NERUDA (O), de António Skármeta / Carlos Porto / Joaquim Benite, CTA, TMA 2003


CASIMIRO E CAROLINA, de Odin Von Horvath / Emmanuel Demarcy-Mota, TMJB 2010


CLARABÓIA, de José Saramago / Maria do Céu Guerra, A Barraca 2016


COLECÇÃO (A), de Harold Pinter / Artur Ramos, Artistas Unidos, CCB 2002


COMÉDIA MOSQUETA, de Ruzante / Mário Barradas, CTA, FTA 2009


DIRECTORES (OS), de Daniel Besse / Joaquim Benite, CTA, TMA 2002


DOIDO E A MORTE (O), de Raul Brandão / Alexandre Delgado / Joaquim Benite, TMJB 2014


DOM QUIXOTE, de Miguel de Cervantes / Armando Caldas, Intervalo GT, 2017


DOZE HOMENS EM FÚRIA, de Reginald Rose / Armando Caldas, Intervalo GT 2016


ELA, de Jean Genet / Luís Miguel Cintra, Cornucópia, TdoBA 2008


ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA, de José Saramago / João Brites, O Bando, Coliseu 2005


FAZEDOR DE TEATRO (O), de Thomas Bernhard / Joaquim Benite / Morais e Castro, TMA 2004


FELIZMENTE HÁ LUAR, de Luís de Sttau Monteiro / Helder Costa, A Barraca, Cinearte 2007


GAIVOTA (A), de Anton Tcheckov / Luís Miguel Cintra, Cornucópia, TdoBA 2007


GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE, de Tennessee Williams /Jorge Silva Melo, Artistas Unidos, TMJB 2015 


HEDDA GABLER, de Henrik Ibsen / Juni Dahr, Visjoner Teater, Oslo, 2016


I AM THE WIND, SOU O VENTO, Bob Fosse / Patrice Chéreau, TMJB 2011


ÍON, de Eurípides / Luis Miguel Cintra, Cornucópia, TMJB 2014


LONGA JORNADA PARA A NOITE, de Eugene O'Neill / Rogério de Carvalho, CTA, TMJB 2009


MÃE (A), de Máximo Gorki / Bertold Brecht / Joaquim Benite, CTA, TMJB 2010


MARX NA BAIXA, de Howard Zinn / António e Mafalda Santos, Cinearte 2014


MATA (A), de Jesper Halle / Franzisca Aarflot, Artistas Unidos, TMJB 2006


MERCADOR DE VENEZA, de William Shakespeare / Joaquim Benite, CTA 2002


OTHELLO, de William Shakespeare / Joaquim Benite, CTA 2006


PEER GYNT, de Henrik Ibsen / Peter Zadek, Berliner Ensemble, TMJB 2008


QUE FAREI COM ESTE LIVRO?, de José Saramago / Joaquim Benite, CTA, TMJB 2007


RATOS E HOMENS, de John Steinbeck /Armando Caldas / Intervalo Grupo de Teatro, ALN 2015


RETRATOS DA COMMEDIA DELL'ARTE, de Ferrugio Soleri, FTA 2011


SANTA JOANA DOS MATADOUROS, de Bertold Brecht / Bernard Sobel, CTA, TMJB 2011


TARTUFO, de Molière / Rogério de Carvalho, CTA, TMJB 2014


TIMÃO DE ATENAS, William Shakespeare / Joaquim Benite / Rodrigo Francisco, CTA, TMJB 2013


TUNING, de Rodrigo Francisco / Joaquim Benite, CTA, TMJB 2010


ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP (A), de Samuel Beckett / Peter Stein, FTA 2013


ÚLTIMA VIAGEM DE LÉNINE (A), de António Santos / Mafalda Santos, Não Matem o Mensageiro, 2017


UM DIA OS RÉUS SERÃO VOCÊS: O JULGAMENTO DE ÁLVARO CUNHAL, de Álvaro Cunhal / Joaquim Benite / Rodrigo Francisco, CTA, TMJB 2013


UM PARA O CAMINHO, de Harold Pinter / Jorge Silva Melo, Artistas Unidos, BA, 2002



Lisboa, 5 de Fevereiro de 2017


NÃO MATEM O MENSAGEIRO



NÃO MATEM O MENSAGEIRO 

Primeiro foram Karl Marx e Vladimir Ilich Lenin que "nos visitaram", em duas magníficas encenações daquele novel grupo de teatro (do melhor que vimos nos palcos nos últimos anos).
Que nos encantaram com o modo, com humor e paixão pela sua obra, como trataram as inesquecíveis figuras de dois dos Revolucionários mais importantes da já longa (depende do ponto de vista...) História da Humanidade, na sua difícil e por conseguinte lenta luta para mais liberdade para os povos e menos exploração do homem pelo homem. 

Agora, Amigos, quem se segue? 

Aguardamos com expectativa!










sábado, 3 de fevereiro de 2018

JOAN MIRÓ - EXPOSIÇÃO NO PALÁCIO NACIONAL DA AJUDA



JOAN MIRÓ (1893-1983) NO PALÁCIO NACIONAL DA AJUDA, LISBOA

VALOR ESTÉTICO E HARMONIA




Eu digo que não se deve perder! 
De grande valor estético e harmonia e talvez o mais importante, a vontade de combater convenções e gostos retrógrados, a vontade de inovar e criar. 


Não terá sido só por serem contrários a isto que os pafistas fascizantes do anterior governo psd/cds de Portugal (passos coelho, paulo portas/cristas) tentaram vender ao desbarato esta belíssima colecção do grande artista catalão, quase certamente para depois ser revendida com lucros exorbitantes por algum agente favorecido. 

É que para além de tudo isto Miró foi um indefectível apoiante da República Espanhola e era comunista. 
Em 1937, com a República à beira de ser barbaramente atacada pelos fascistas espanhóis, apoiados pelos nazis e pelos fascistas salazaristas, realizou-se a grande Exposição Universal de Paris, na qual Miró participou, com um famoso trabalho "O Ceifeiro" que se perdeu (ou "perderam-no"...) e da mesma época é o cartaz "Aidez Espagne" de apelo ao apoio à luta do povo espanhol contra o fascismo.

E Miró afirmou então: "Na luta actual, vejo de um lado os fascistas, forças ultrapassadas pelo tempo, e do outro, o povo cujo poder criador está na iminência de dar à Espanha um novo progresso que causará admiração ao mundo."
Foi para esta mesma exposição que Pablo Picasso enviou "Guernica", símbolo imortal do horror à guerra e apelo à luta pela Paz. 
Por isso não acredito que fosse só por falta de cultura que aquela gente continuasse a perseguir a obra de Joan Miró.





















quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

AUS DEM NICHTS (Em Pedaços) (Uma Mulher Não Chora), de Fatih Akin


(texto publicado no Facebook)

Fiquei com curiosidade em perceber as razões por que uma obra europeia conseguiu o primeiro prémio da associação dos críticos de cinema nos EUA (Globos de Ouro) e foi considerada medíocre na Europa por alguns críticos conhecidos. 

(Os Globos de Ouro são considerados por muitos mais importantes que os Óscares, por serem resultado da votação dos críticos e estudiosos do cinema, enquanto os segundos resultam da votação dos trabalhadores dessa actividade - actores, técnicos, realizadores, etc)

Trata-se do filme franco-alemão "Aus dem Nichts" (In the Fade), (Em Pedaços) ou (Uma Mulher Não Chora), de Fatih Akin, cidadão alemão, descendente de imigrantes vindos da Turquia. 

O filme aborda o tema do nacionalismo, da xenofobia, do racismo e os protagonistas são alemães brancos enquanto as vítimas são imigrantes ou seus descendentes. O terrorismo neo-nazi surge em primeiro plano. Assim como a complacência da justiça para com ele, nas sociedades onde cresce inquietantemente.

Elementos para uma sinopse. Imagens:

Da 1ª Parte:



(1) A polícia tenta impedir Diane Kruger no papel de Katja Sekerci, uma alemã branca casada com um imigrante de ascendência curda, agnóstico, isto é não religioso, ex-preso por tráfico de droga, mas socialmente recuperado, Nuri Sekerci, de atravessar as barreiras policiais que rodeiam o local do atentado em que perecem o seu companheiro e uma criança, filho de ambos, desfeitos em pedaços pela bomba de pregos posta por neo-nazis para os matar. 

Da 2ª Parte:



(2) Cena no tribunal, com Katja e o seu advogado Danilo Faro (o actor Denis Moschitto), no julgamento do jovem casal de neo-nazis acusados do crime a partir do testemunho indiscutível de Katja - reconhece nos arquivos da polícia a rapariga que abandonara a bicicleta onde fora colocada a bomba. As provas da culpabilidade são avassaladoras - no local onde vivem são encontrados os indícios dos materiais utilizados no fabrico da bomba, e a família dos acusados testemunha contra eles. Todavia o tribunal, constituído por 5 juizes, "hesita" perante testemunhos falsos de gente ligada à extrema-direita, tendentes a lhes dar alibis, e acaba por os absolver.

Da 3ª Parte:



É porem na 3ª e última parte que a controvérsia surge perante a conclusão do argumento, escrito pelo próprio realizador e por Hark Bohm, um argumentista veterano. 

A sua heroína, perante a sua descrença de que os criminosos venham a ser condenados por um sistema judicial que está muitas vezes corrompido pelas ideias que levam os criminosos a actuar, e a despeito da vontade do advogado de recorrer, resolve vingar-se, fazendo justiça pelas próprias mãos. 

Em minha opinião trata-se de um aviso dos autores para os caminhos perigosos a que o desespero pode conduzir perante a falência da justiça, conduzindo a violências acéfalas.

O tema é vasto e delicado, para poder ser aqui analisado em profundidade. A questão do ódio e da vingança, que leva a protagonista da obra (magnífica interpretação de Diane Kruger, premiada este ano com o grande prémio em Cannes) ao acto desesperado, fez-nos pensar também nos que na maior parte das vezes são os utilizados por um terrorismo de ligações quase sempre tenebrosas, que estão nessa categoria de seres humanos, socialmente desintegrados, com poucos conhecimentos, que perderam tanto ou quase tudo, e que por isso ficam sem grandes esperanças de vida, restando-lhes principalmente o ódio e o desejo de vingança.

Recomendo a visão pelas questões levantadas.

Foi um regresso à sala escura após meses de ausência quase absoluta, por motivos de saúde. 



Gostava de poder prosseguir.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

WONDER WHEEL (2), de Woody Allen



WONDER WHEEL (Roda Gigante) (Adenda)

Fiquei contente pelas declarações do seu autor, Woody Allen, em entrevista à revista de cinema, POSITIF, dirigida por Michel Ciment, que elogia a obra no editorial do nr. 683:

"Podemos tratar "Um Eléctrico Chamado Desejo", de Tennessee Williams sob a forma de comédia. Da mesma maneira que "Uma Longa Viagem para a Noite" de Eugene O'Neill. Mas não há comédia em "Wonder Wheel". É um puro drama."

A entrevista é muito interessante, aliás como sempre quando se trata de Woody Allen. Ficamos com a sensação que concordamos com tudo o que diz. 

Afinal parece-me que tinha razão ao contrário de algumas consideradas sumidades da crítica...

E a propósito: se gostam mesmo da Sétima Arte, NÃO PERCAM !

(textozinho do facebook)






quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

TOP10 - 2017


O meu TOP10 para o cinema visto em 2017, apesar de todas as lacunas existentes, consequências de impossibilidade física. No entanto, vendo as listas públicas, julgo poder afirmar que 50% ou talvez até mais das minhas escolhas provavelmente as manteria em quaisquer circunstâncias. Questão de gosto, eu sei...

Quanto ao teatro e outras artes devo afirmar que vi ainda muito menos, pelas mesmas razões. Mesmo assim gostaria de citar, porque gostei muito: 

Dom Quixote, encenado por Armando Caldas para o Intervalo; Vangelo, de Pippo Delbono; Erêndira, de Rita Lello/Gabriel Garcia Márquez; Golem, de Suzanne Andrade; A Perna Esquerda de Tchaikovski, de Tiago Rodrigues (que só agora vi)




2017

Título original
Título português
Realizador
On the Milky Road
Na Via Láctea
Emir Kusturica
Silence
Silêncio
Martin Scorsese
Wonder Wheel
Roda Gigante
Woody Allen
Aquarius
Aquarius
Kleber Mendonça Filho
São Jorge
São Jorge
Marco Martins
Le Jeune Karl Marx
O Jovem Karl Marx
Raoul Peck
I Am Not Your Negro
Eu Não Sou o Teu Negro
Raoul Peck
Paterson
Paterson
Jim Jarmush
Treblinka
Treblinka
Sérgio Tréfaut
Viceroy's House
Adeus Índia
Gurinder Chada



quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

WONDER WHEEL (Roda Gigante), de Woody Allen (2017)

RODA GIGANTE (Wonder Wheel), de Woody Allen (2017)

Woody Allen ainda nos consegue surpreender, não se afastando no entanto do seu cinema de autor. 
É que nunca foi tão trágico como neste filme, com os seus habituais humor e ironia quase ausentes neste melodrama que sentimos como uma homenagem ao grande dramaturgo norte-americano, por ele citado mais de uma vez na obra, Eugene O'Neill. 
Para os que não se lembram O'Neill era o sogro de outro génio, Charles Chaplin, com quem aliás sempre se deu mal segundo dizem, talvez também porque tinha mau feitio. Famoso e celebrado autor de "A Longa Jornada para A Noite", uma obra-prima da dramaturgia universal. 
Tal como também é citado por Woody Allen, outro dos grandes dramaturgos, Anton Tchekov, de quem também nos lembramos no final, quando apesar de todas as paixões e acontecimentos trágicos que giram no filme, tudo termina praticamente como começa.



Woody Allen (Allan Stewart Königsberg, 1-Dez-1935, Brooklyn, NYC) conta neste filme com duas extraordinárias colaborações. 
De Vittorio Storaro (24-Jun-1940, Roma), num extraordinário trabalho como director de fotografia. E da grande actriz inglesa, Kate Winslet (5-Out-1975, Reading, Berkshire, Inglaterra), que nos tem dado alguns desempenhos inesquecíveis de mulheres vulneráveis, a quem o destino parece perseguir, também porque não conseguem controlar as suas paixões. 



É o caso de Ginny, cujo primeiro casamento com um músico de jazz, pai do seu filho, uma criança vítima também ela da instabilidade da família, falha por sua culpa, por se ter deixado envolver numa paixão passageira. 
Com a vida momentaneamente destroçada, Ginny ampara-se noutro inadaptado (James Belushi), que quando o conhecemos é operador da Roda Gigante do Parque de Diversões de Coney Island, na Brooklyn natal do realizador,  e cuja filha, Carolina (Juno Temple),  se juntou a um gansgter de sucesso, mas que irá regressar, em fuga, a casa do pai. O quarto personagem principal da trama é um  jovem nadador-salvador da praia de Coney Island, Mickey (Justin Timberlake), por quem as duas mulheres se apaixonam e nos narra a estória.  
Tudo isto se passa nos anos 50 do século XX. 



Não vou contar o resto da estória criada por Woody Allen, apenas salientar que Kate Winslet nos surge ainda mais bela nesta tragédia dos anos 50, que nos parecem magnificamente reconstituídos neste filme, aliás como habitualmente neste grande autor, com os seus seres humanos infelizes e em dificuldades, como milhões de outros num "caminho de vida norte-americano" (american way of life) que suporta uma minoria de sucesso...
Não percam. Os mais sensíveis levem lenços...