Cultura!

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OBJECTIVOS

Estes textos são uma mera justificação de gosto, dirigida em primeiro lugar aos amigos, e não são crítica de cinema, muito menos de teatro ou arte em geral... Nos últimos tempos são maioritariamente meros comentários que fiz, publicados principalmente no facebook ou no correio electrónico, sempre a pensar em primeiro lugar nos amigos que eventualmente os leiam.
Gostaria muito de re-escrever os textos, aprofundando as opiniões, mas o tempo vai-me faltando...
As minhas estrelas (de 1 a 5), quando as houver, apenas representam o meu gosto em relação à obra em causa, e nunca uma apreciação global da sua qualidade, para a qual não me sinto com competência, além da subjectividade inerente. Gostaria de ver tudo o que vale a pena, mas também não tenho tempo...

sábado, 8 de novembro de 2014

HOMENAGEM AO CINEMA

Homenagem ao Cinema através de dez filmes, alguns dos quais nunca veremos nos circuitos comerciais, e muito pouco ou nunca (infelizmente) na Cinemateca, mas de que gosto muito. 
Porque apesar de alguns serem grandes sucessos de público (dos maiores das últimas décadas na nossa cidade) são a antítese do cinema comercial, que em geral muito pouco nos diz, quando não nos irrita. 
Alguns são obras aparentemente muito simples, no entanto são capazes de nos transmitir sentimentos  e factos, fortes, sinceros e verdadeiros. 
São apenas dez exemplos entre muitos possíveis que mostram, cada um à sua maneira, porque gostamos tanto da Arte das Imagens. 
E são todos, na minha opinião, belos e grandes filmes que podemos rever sempre.

ÁGUA E SAL (2001), de Teresa Villaverde
POR
EDUCACIÓN DE LAS HADAS (2006), de José Luís Cuerda
ESP
IL POSTINO (O Carteiro de Pablo Neruda) (1994), Michael Radford
ITA
KAMCHATKA (2002), de Marcel Piñeyro
ARG
KLIMT (2006), de Raoul Ruiz
AUS
LIFE IS A MIRACLE
(A Vida é um Milagre) (2004), de Emir Kusturica
SER
MOTORCYCLE DIARIES (THE) (Diarios de Che Guevara) (2004), de Walter Salles
BRA
NUOVO CINEMA PARADISO (Cinema Paraíso) (1988), de Giuseppe Tornatore
ITA
OLGA (2004), de Jayme Monjardim
BRA
VERA DRAKE (2004), de Mike Leigh
GBR






OBRAS PRIMAS NA CINEMATECA

Para ver (ou rever) na CINEMATECA PORTUGUESA

A obra-prima A MÃE (MAT), de Vsevolod Pudovkine (URSS, 1925), adaptação de outra obra-prima mas da Literatura Universal, o romance homónimo de Máximo Gorki, que Bertold Brecht também adaptou magnificamente ao Teatro ( e nunca é de mais lembrar a belíssima encenação do saudoso Joaquim Benite para a Companhia de Teatro de Almada, com Teresa Gafeira, na protagonista, em mais uma das suas brilhantíssimas interpretações) já foi exibida. Nos próximos dias há outras obras máximas mas vou limitar-me a referir "The River" (O Rio Sagrado) (Fra, Ind, EUA, 1951), do mestre Jean Renoir, que teve nessa obra como assistente de realização outro nome enorme da Sétima Arte, então no seu início de carreira, Satyajit Ray (dia 13, 15.30) e "Zemlya" (Terra), outra obra extraordinária, de Aleksandr Dovjenko (URSS. 1930) (dia 19, 19.00) !
(ver programação completa em www.cinemateca.pt)


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

COM TEXTOS NO BLOGUE: ALGUNS GRANDES FILMES




BATTAGLIA DI ALGERI (LA)
A Batalha de Argel (1966)
GILO PONTECORVO
CESARE DEVE MORIRE
 César Deve Morrer (2012)
PAOLO e VITTORIO TAVIANI
CHE (2008)

STEVEN SODERBERGH
CHLEN PRAVITEL'STVA
 Membro de Governo (1940)
ALEKSANDR ZARKHI e
YOSSIF KHEIFITS
FORCE OF EVIL
A Força do Mal (1948)
ABRAHAM POLONSKY
PLAYTIME
Vida Moderna (1967)
JACQUES TATI
SARABAND
Sarabanda (2003)
INGMAR BERGMAN
SOUTHERNER (THE)
Sementes do Ódio (1945)
JEAN RENOIR
TWELVE ANGRY MEN
Doze Homens em Fúria (1957)
SIDNEY LUMET
VELIKIY GRAZHDADIN
O Grande Cidadão (1938)
FRIEDRICH ERMLER




COM TEXTOS NO BLOGUE: FILMES PORTUGUESES DE QUE GOSTO MUITO

48

SUSANA SOUSA DIAS
ATÉ AMANHÃ CAMARADAS

JOAQUIM LEITÃO
DUAS MULHERES

JOÃO MÁRIO GRILO
FELICIDADE

JORGE SILVA MELO
JOSÉ E PILAR

MIGUEL GONÇALVES MENDES
NE CHANGE RIEN

PEDRO COSTA
GEBO E A SOMBRA (O)
MANOEL DE OLIVEIRA

RUAS DA AMARGURA
RUI SIMÕES

TABÚ
MIGUEL GOMES

TERRA DE NINGUÉM

SALOMÉ LAMAS


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

CLÁSSICOS DE QUE GOSTO MUITO

1928 The Circus
(O Circo)
CHARLES CHAPLIN
1938 Alekxander Nevski
(Alexandre Nevki)
SERGUEI EISENSTEIN
1941 The Lady from Shangai
(A Dama de Xangai)
ORSON WELLES
1951 The River
 (O Rio Sagrado)
JEAN RENOIR
1954 Shichinin no Samurai
(Os Sete Samurais)
AKIRA KUROSAWA
1956 Det Sjunde Inseglet  
(O Sétimo Selo)
INGMAR BERGMAN
1956 Otto i Mezzo
 (Oito e Meio)
FEDERICO FELLINI
1960 Rocco i Suoi Fratelli
(Rocco e Seus Irmãos)
LUCHINO VISCONTI
1964 Charulata

SATYAJIT RAY
1999 Eyes Wide Shut
De Olhos Bem Fechados
STANLEY KUBRICK


terça-feira, 4 de novembro de 2014

OS DEZ MESTRES DA SÉTIMA ARTE MEUS PREFERIDOS

CHARLES CHAPLIN
Walworth, GBR, 16-Abr-1889
 25-Dez-1977
Modern Times
(Tempos Modernos) (1936)
FEDERICO FELLINI
Rimini, Roma, 20-Jan-1920
 31-Out-1993
La Dolce Vita
 (A Doce Vida) (1960)
INGMAR BERGMAN
Uppsala, Suécia, 14-Jul-1918
Farö, Suécia, 30-Jul-2007
Fanny och Alexander
(Fanny e Alexandre) (1982)
JEAN RENOIR
Montmartre, Paris,  15-Set-1894
 12-Fev-1979
La Règle du Jeu
 (A Regra do Jogo)(1939)
KENJI MIZOGUCHI
Hongõ, Tóquio, 16-Mai-1898
 24-Ago-1956
Ugetsu Monogatari
(Os Contos da Lua Vaga) (1953)
LUCHINO VISCONTI
Milão, 2-Nov-1906
 17-Mar-1976
Il Gattopardo
(O Leopardo) (1963)
ORSON WELLES
Kenosha, Wiscosin, 16-Mai-1915
 10-Out-1985
Citizen Kane
(O Mundo a seus Pés) (1941)
SATYAJIT RAY
Calcutá, 2-Mai-1921
 23-Abr-1992
Trilogia Apu (1955-1959)
SERGUEI EISENSTEIN
Riga, Letónia, 22-Jan-1898
Moscovo, 11-Fev-1948
Bronenosets Potiomkin
(O Couraçado Potemkine) (1925)
STANLEY KUBRICK
Manhattan, NYC, 26-Jul-1928
 St.Albans, GBR, 7-Mar-1995
2001, A Space Odyssey
 (2001- Odisseia no Espaço)(1968)



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

PEQUENAS MEMÓRIAS CINÉFILAS

As salas de cinema que marcaram a minha infância, adolescência e juventude, cinéfilas, estão muito ligadas às obras que nelas vi e que decerto modo também contribuíram (julgo que bastante) para a formação do ser humano que sou.

Sem consultar os meus arquivos, que são reduzidos com excepção de os da minha paixão cineclubista, poderia recordar de memória o Stadium (do SAD), o Restelo, o Promotora, o Paris, o Europa, o Jardim-Cinema e os cinemas do centro da cidade de Lisboa, e quase todos os que mais frequentei já estão há muito desaparecidos - o Estúdio do Império, o 444, o Apolo 70, o Londres, o Roma (agora auditório), o Tivoli (agora teatro), o São Luís (agora teatro), o Éden, o Condes, o Império, Monumental e S.Jorge, mais tarde o Alvalade, ao cimo da Avenida de Roma (hoje é o City-Cine), o Universal (na Rua da Beneficência), o Lys, etc, etc (deve faltar muita coisa).

E o Imperial, de que junto imagem actual do que resta do edifício onde funcionou, tirada outro dia, quando numa das minhas deambulações citadinas lá passei.



No Imperial decorreram durante alguns anos (anos 60 e talvez 70) as sessões semanais do CCUL (Cine Clube Universitário), um dos vários cineclubes então existentes em Lisboa. 
Os mais importantes eram o Imagem, o ABC, o CCUL, o Católico (e aqui julgo que chegou a haver dois - o dos católicos progressistas e o dos católicos fascistas. Nunca fui nem a um nem a outro...). 

E no CCUL (mas também no ABC e IMAGEM), e no cinema IMPERIAL, vi algumas das obras mais importantes da 7ª Arte.

Só relembrando algumas: o cinema inglês, de Losey aos Angry Men; o neo-realismo italiano; alguns clássicos do cinema soviético    (que conseguiam escapar à censura, embora retalhados); a nouvelle-vague francesa e alguns grandes clássicos, como Renoir; o cinema de esquerda feito nos EUA (Richard Brooks e outros); o cinema espanhol anti-fascista que ultrapassava a censura, o cinema novo português e os seus antecessores (Manuel Guimarães, Artur Ramos); o cinema europeu dos países socialistas (principalmente checo, húngaro, polaco).

Inesquecíveis, a exibição com grande sucesso de uma obra-prima "O Faraó", de Kawalerowicz e também o impacto na jovem assistência que enchia por completo, como quase sempre, a grande sala do Imperial, do longo travelling final de Os Quatrocentos Golpes, de François Truffaut. 

Eram frequentes os aplausos no final da sessão da maioria dos jovens presentes. Julgo que seriam 3 ou 4 centenas.