Cultura!

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OBJECTIVOS

Estes textos são uma mera justificação de gosto, dirigida em primeiro lugar aos amigos, e não são crítica de cinema, muito menos de teatro ou arte em geral... Nos últimos tempos são maioritariamente meros comentários que fiz, publicados principalmente no facebook ou no correio electrónico, sempre a pensar em primeiro lugar nos amigos que eventualmente os leiam.
Gostaria muito de re-escrever os textos, aprofundando as opiniões, mas o tempo vai-me faltando...
As minhas estrelas (de 1 a 5), quando as houver, apenas representam o meu gosto em relação à obra em causa, e nunca uma apreciação global da sua qualidade, para a qual não me sinto com competência, além da subjectividade inerente. Gostaria de ver tudo o que vale a pena, mas também não tenho tempo...

terça-feira, 15 de junho de 2010

IL SECRETO DE SUS OJOS, de Juan José Campanella

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“SECRETO DE SUS OJOS (IL)” (O Segredo dos Seus Olhos), de
JUAN JOSÉ CAMPANELLA,  (ARG), **** (4)

Da Argentina chega-nos outro filme magnífico, do autor do famoso “O Filho da Noiva” entre outras obras que infelizmente não conhecemos porque não exibidas comercialmente em Portugal.
Foi oscarizado em 2010 (Melhor Filme Estrangeiro), em competição com grandes filmes, como o extraordinário “O Laço Branco”, do austríaco Michael Haneke, mas não é isso, obviamente, que faz dele uma obra notável.
É antes o ser um thriller intenso, embora conheçamos cedo a identidade do principal criminoso. Só que a busca de justiça e das provas necessárias à sua consecução, se faz nos meandros de um sistema judicial, e social que, tal como o nosso foi em tempos idos (durante o fascismo) e, de outra maneira, nos actuais, depende do poder político, que o instrumentaliza conforme os seus interesses imediatos ou dos poderosos.
No caso da Argentina, as épocas fascizantes do peronismo e, mais tarde, da ditadura dos militares reaccionários, estão presentes no filme, como pano de fundo, que Campanella soube criar, tal como o havia feito na sua anterior e já citada obra.
As interpretações são soberbas, com especial relevo para os dois principais personagens – o da promotora pública, que Soledad Vilamil representa nas suas várias faces, por vezes fascinantes, e Ricardo Darín, que é excepcional no papel do detective reformado, que não gosta de desistir, mesmo que tenha que esperar vinte e cinco anos para que todas as dúvidas fiquem esclarecidas. Um grande actor, como já sabíamos desde que o víramos em “O Filho da Noiva” e numa outra obra, injusta ou deliberadamente esquecida pela crítica que temos, do também argentino Marcelo Pyñeiro, “Kamchatka”, um belo e brilhante filme sobre a trágica e dolorosa época dos crimes da ditadura militar de extrema-direita, com os seus milhares de assassinatos e desaparecimentos (relembremos as “Mães da Praça de Maio”, em busca dos filhos desaparecidos) que desfizeram famílias para sempre.
“O Segredo dos Seus Olhos” tem várias cenas ao nível do melhor thriller de acção, como a da perseguição no estádio de futebol (de Huracan), magnificamente concebida e realizada, dando ao mesmo tempo a imagem do entusiasmo dos argentinos por esse desporto de massas, que tem como principal figura o genial antigo jogador, e agora seleccionador nacional, Maradona, que no entanto ultrapassa em muito como personalidade o mero “artista da bola”
**** (4)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

IO SONO L'AMORE, de Luca Guadagnino

“IO SONO L’AMORE” (Eu Sou o Amor), de Luca Guadagnino, (ITA), **** (4)

É a primeira obra notável na curta filmografia deste cineasta siciliano (Palermo, 1971).
Trata-se de melodrama e tragédia no seio de uma abastada família de industriais têxteis milaneses.
No início do filme, o velho dono da indústria, que fez a fortuna da família, é homenageado com um jantar, pelos filhos e netos, no dia do seu aniversário, no qual anuncia quem o substituirá - o filho Tancredo e o neto Edo (Eduardo). Algum tempo depois morre.
A história do filme centra-se na mulher de Tancredo, Emma, de origem russa, que se irá apaixonar por um amigo do filho, jovem cozinheiro, da idade deste, desejando os dois jovens abrir um restaurante, num projecto comum. No entanto o “reacender” do desejo sexual nesta mulher de meia-idade, vai desencadear uma série de acontecimentos que redundarão em tragédia. Como quase todos já salientaram, existe uma parte do filme, nas cenas entre os dois amantes, nas paisagens belas e sensuais da Riviera italiana, que fazem lembrar Lady Chatterley, e em especial a belíssima versão da cineasta francesa Pascale Ferran.
O filme é quase melodrama puro, cinematograficamente muito bem contado, com uma excepcional interpretação da versátil actriz Tilda Swinton. Relembremos apenas dois dos seus melhores papéis, o famoso “Orlando”, realizado por Sally Potter e o magnífico “Michael Clayton”, de Tony Gilroy.
Um conjunto de interpretações excelente rodeia-a, com a curiosidade de o marido de Emma, e herdeiro da fortuna e da indústria dos Recchi, Tancredo, ser o famoso actor e encenador, e um dos principais nomes do moderno teatro italiano, que já vimos em Portugal, nomeadamente no Festival de Teatro de Almada, Pippo Delbono.
A intriga atinge o clímax nas sequências finais, com forte intensidade emocional, tudo muito contido, como convém numa família em que se preza acima de tudo as aparências.
As conotações de classe social são no entanto dadas crua e violentamente, na cena final ente Emma e Tancredo:  “Tu não existes!”, ou, se calhar melhor, “Deixaste de existir!”.
**** (4)

sábado, 5 de junho de 2010

VINCERE, de Marco Bellocchio


“VINCERE” (Vencer), de Marco Bellocchio, *** (3)

Em estilo de drama passional, são episódios da vida amorosa do ditador fascista Benito Mussolini (1883-1945), expulso do Partido Socialista por defender a intervenção na Primeira Grande Guerra (1914-18). Em 1922, após marcha sobre Roma, chega ao poder e a partir de 1925 fá-lo ditatorialmente. Em 1929 cria o Estado da Santa Sé, com sede no Vaticano. Invade a Etiópia (1935-36), enquanto Hitler faz o mesmo em Espanha (1936-38), com o apoio de Mussolini, colocando os fascistas de Franco no poder. Depois de invadir a Albania em 1939, e depois da ocupação de França pelos nazis, alia-se formalmente a estes na Segunda Grande Guerra (1939-45). Com as sucessivas derrotas do nazi-fascismo foi finalmente capturado pela Resistência em 1945 e executado.
Sem o fulgor de outras obras do cineasta, como o excelente “Bom Dia, Noite”, sobre o sequestro e assassinato do político conservador Aldo Moro, pelas Brigadas Vermelhas, acontecimento que correspondeu aos desejo da ultra-direita italiana. No entanto a obra tem a marca do estilo do realizador e vê-se com interesse.
Drama que passa pela eliminação física, durante a 2ªGrande Guerra, da sua suposta primeira mulher (decisiva na sua ascensão, de acordo com o filme) e respectivo filho, encerrados em hospícios de onde dificilmente se saía com vida, depois de renegados por Mussolini, segundo Bellocchio. Excelente interpretação de Giovanna Mezziogiorno, na amante desprezada, que reivindica o reconhecimento do casamento.
No entanto o filme tem dois ou três apontamentos merecedores de nota – a provocação radical de Mussolini aos homens da Igreja, a propósito da existência de Deus, que marca o início da obra, parece perdoada e esquecida a partir do momento em que ele cria em 1929, quatro anos depois de se tornar ditador, o Estado da Santa Sé, passando a partir daí a contar com o apoio declarado da Igreja Católica ao seu regime fascista. Aliás como aconteceu no resto da Europa, em relação ao fascismo.
Bellocchio, parece querer confirmar, com a última frase do seu filme, que afinal tiveram que ser os militantes da Resistência, a fazer justiça.
Sobre o radicalismo e de como muda tantas de vezes de campo, estamos nós fartos de saber, seguindo as últimas décadas da história portuguesa, indo até aos mais altos cargos da política – presidência da CE…
Falta ao filme um maior enquadramento das razões económicas e sociais da ascensão dos fascistas em Itália e do que foi depois o regime de terror por eles instaurado, aliás bem documentado na literatura e também no cinema, em várias obras maiores (Pasolini, Visconti, Bertolucci, Fellini, Zurlini, Maselli, Rosselini, Tornatore, Pontecorvo, Montaldo, etc, etc)
*** (3)
 Adenda:
1-“Como é que todas aquelas pessoas puderam acreditar num palhaço daqueles?” (…) “Mas eu pessoalmente interrogo-me: e como é possível que hoje acreditemos noutros palhaços (como Berlusconi)? E no entanto acreditamos” (Filipo Timi, o actor que faz de Mussolini) (citado por Alexandra Prado Coelho, “Público”, 28mai10)
2-“Conheci o cinema que se fazia com as câmaras montadas sobre carris, agora faz-se tudo com máquinas cada vez mais pequenas. Godard rodou com uma máquina fotográfica… As televisões comandam num certo sentido. E nesse sentido, o cinema já mudou: a possibilidade técnica de fazer um filme com meios cada vez mais minimais determinará o estilo e o gosto – e já o faz. “ (Marco Bellocchio, em entrevista ao “Público”, 28-mai10)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

BAD LIEUTENANT, de Werner Herzog

“BAD LIEUTENANT” (Polícia Sem Lei), de Werner Herzog, **** (4)

Uma terrível ironia de Herzog sobre os EUA do nosso descontentamento. Drogados, alcoolizados, passadores, gangsters, gente que se prostitui… O detective McDonagh, depois de um acto heróico de salvar, com danos físicos para si, um traficante de droga de morrer afogado na prisão, no rescaldo do furacão Katrina, em Nova Orleães, acto que lhe valerá uma medalha, vai tornar-se um drogado, através dos medicamentos que começa a tomar para diminuir as dores nas costas com que ficou depois do salvamento.
E a necessidade do consumo leva-lo-à a comportar-se como um marginal, tal como qualquer outra vítima deste flagelo social, que precise de dinheiro para arranjar droga, não interessa como, desde o assalto de rua, a alvos fáceis - jovens casais saídos das discotecas, ao desvio de droga apreendida nas esquadras, ao envolvimento com o mundo crime, cuja principal actividade passou a ser o tráfico.
Ao longo do seu calvário, entre droga e corrupção, McDonagh irá, no final do filme, suprema ironia de Herzog, receber segunda medalha, por não ceder a um colega corrupto, o que é considerado pelas chefias como um acto relevante na luta contra a corrupção, numa sociedade em que ela reina, como aliás a obra mostra com clareza.
O cineasta é excelente nas cenas de alucinação (com as iguanas) do polícia drogado, magnífica interpretação de Nicolas Cage, um homem acossado pelo consumo, de que não consegue libertar-se. Situação limite, tão do agrado de Werner Herzog.
**** (4)

terça-feira, 25 de maio de 2010

LEBANON, de Samuel Maoz

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“LEBANON” (Líbano), de Samuel Maoz (ISR), ** (2)

Tal como “Valsa com Bashir” (****), do também israelita, Ari Folman, “Lebanon” é uma obra autobiográfica.
Em termos de linguagem os filmes não são todavia comparáveis – o de Folman é de animação. São no entanto ambos documentos de guerra, mas em que a “Valsa de Bashir” tem um enquadramento histórico que o torna muito mais interessante.
“Lebanon” decorre no espaço claustrofóbico do interior de um tanque de guerra, onde cabem quatro soldados, com funções específicas, e onde, durante algum tempo, é transportado um soldado israelita morto, que vai ser hélio-transportado, um activista sírio preso por engano e por último um dos quatro soldados que acaba por morrer vítima de um ataque.
No entanto as razões da guerra nunca são expostas, a utilização de armas tóxicas pelo exército israelita é referida de raspão, o desprezo pelas vidas civis ou a diferença de meios militares entre invasores (Israel) e invadidos nunca é referida.
Resta a proeza em “Lebanon” de ser filmado no interior de um tanque (ou simulando-o) e o horror da guerra, que atinge o espectador com rara violência.
A cena das ameaças de tortura feitas pelo mercenário fascista, das milícias cristãs libanesas (extrema-direita) ao prisioneiro sírio, acorrentado pelos israelitas no interior do tanque, é terrível e fez-nos lembrar descrições semelhantes na belíssima obra que li recentemente, também autobiográfica, “Digam-me como é uma árvore – dos cárceres franquistas à liberdade”, do poeta espanhol, Marcos Ana, preso durante 23 anos nas prisões fascistas espanholas, desde a Guerra Civil. Atrocidade e crimes contra a humanidade cometidos pelos franquistas, que o juiz Baltazar Garzón pretendia julgar, o que lhe valeu para já a suspensão das suas funções, impossibilitando-o portanto de prosseguir os seus objectivos (em 2010!), o que revela que existem forças poderosas na sociedade espanhola actual que não desejam a investigação e julgamento dos crimes do franquismo (e já passaram 35 anos desde a restauração da Democracia em Espanha!).
A ver.
** (2)

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ILHA DA COVA DA MOURA, de Rui Simões



“ILHA DA COVA DA MOURA”, de Rui Simões, **** (4)

Um magnífico documentário sobre a Lisboa Século XXI, de Rui Simões, depois do excepcional “Ruas da Amargura” (*****).
Um olhar sem preconceitos sobre a comunidade imigrante cabo-verdiana, num dos seus bairros de eleição, a Cova da Moura, na Buraca, Câmara da Amadora, Grande Lisboa. É a 11ª ilha de Cabo-Verde, dizem alguns dos seus habitantes, gueto, mas não por vontade deles.
Há afinal mais solidariedade naquele bairro, que alguns consideram problemático, que nos burgueses bairros lisboetas, em que os vizinhos não se falam, se ignoram, entre eles não existe nada. Na Cova da Moura, até as casas, clandestinas, foram resultado de um trabalho colectivo, onde mesmo as crianças colaboraram.
O autor, limita-se a estar por detrás das câmaras e das perguntas, e não se põe em bicos de pés, como fazem os mediáticos entrevistadores da TV, de todos nós infelizmente sobejamente conhecidos.
Para nós foi também bom, mas não surpreendente, revermos o Dr. Carlos Simões, sempre empenhado no apoio às populações carenciadas dos bairros considerados mais problemáticos. Intervenção curta, que passou despercebida a quem não o conheça, comentando o difícil relacionamento da polícia com os habitantes.
Documentário de visão recomendável principalmente aos que se deixam influenciar pelas mentalidades racistas e xenófobas, de que a comunicação social (incluindo a pública!), não poucas vezes, serve de veículo. Talvez, por uma vez, cheguem à conclusão que afinal a solidariedade existe onde menos esperavam.
**** (4)

Adenda

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"Bairro problemático? Dor de cabeça para as autoridades? As queixas existem, principalmente por parte dos jovens que lá habitam - abusos por parte das autoridades, racismo, invasão domiciliária pela polícia e violação dos seus direitos enquanto cidadãos que aqui trabalham. É verdade.
Mas, no final, a ideia que fica é a de que os seis mil habitantes do bairro vivem no melhor dos dois mundos. Vive-se um Cabo Verde recriado nas ruas, nas festas, bailes de funaná, festas de Colá Sanjon, almoços com cachupa, casamentos, nascimentos, mortes, funerais. E depois, cedo pela manhã, atravessa-se a estrada e apanha-se o autocarro para um outro mundo:  o do trabalho, nas limpezas, na construção civil, nos supermercados, na Lisboa bem portuguesa.
O pedaço de Cabo Verde não é recriado. É real. Como são as maçarocas de milho colhidas nas hortas dos baldios. O realizador acompanha a vida de vários jovens nascidos no bairro, famílias fundadoras, histórias de casas inteiras construídas pela noite dentro, uma espécie de Djunta-Mon, carregando cimento e tijolos, levantando paredes. Vidas cruzadas. Uma luta constante pela sobrevivência. Outras estendendo o braço solidário, como os fundadores da Associação Moinho da Juventude.
Há gente feliz na Cova da Moura. Na verdade, há uma qualidade de vida só igualável à que deixaram para trás, nas ilhas. Tambores e som de búzios, vizinhança da terra. Gente feliz com estórias: cabo-verdianos, portugueses retornados das ex-colónias, guineeses muçulmanos, angolanos, santomenses, de outras Áfricas e do Leste Europeu.
 (Diáspora/Cinema - Ilha da Cova da Moura", de Joaquim Arena, em Notícias de Cabo Verde)

TROILO E CRÉSSIDA, de William Shakespeare



“TROILO E CRÉSSIDA”, de William Shakespeare, encenação de Joaquim Benite, para a CTA, ***** (5)

Acima de tudo uma peça surpreendentemente cáustica, do mestre inglês, em que os heróis gregos como Aquiles e Ajax, são metidos a ridículo.
“Em nenhum outro drama de Shakespeare os heróis se entregam a uma análise tão violenta de si próprios e do mundo.” (Jan Kott  (1914-2001), professor universitário e famoso estudioso da obra do dramaturgo)  (lido no MaisTMA nº7).
O amor, entre Troilo e Créssida, termina mal, nesta tragicomédia, ainda que nenhum dos dois morra. Mas as grandes personagens da peça são afinal, para além de Ulisses e Heitor (este que acaba morto, traiçoeiramente pelos homens de Aquiles), Pândaro, o alcoviteiro tio de Créssida (magnífico André Gomes) e o bobo Térsito (excepcional interpretação de Carlos Pereira), que vai dizendo todas as verdades.
“Grande mas terrível peça na qual todo o maravilhoso poder da linguagem de Shakespeare parece consagrado a um só e único sentimento: um profundo desgosto em face da natureza humana, da sua grosseria, da sua estupidez, da sua falsidade, da sua futilidade” (Trevor Roper, citado por Mário Barradas, o grande homem de teatro, que a morte impediu que levasse a cabo o seu projecto de encenar esta peça.)
“É uma «comédia negra», uma «black comedy» que faz certamente rir mas que revela o que de mais cínico e sarcástico existe na natureza humana” (Mário Barradas).
A CTA (com a colaboração da C.T.do Algarve e da C.T. de Braga), os 20 actores em palco, com alguns desempenhos com a qualidade superior a que a companhia já nos habituou, e o encenador Joaquim Benite, fizeram mais um belíssimo espectáculo, a não perder.
Há textos excelentes sobre a peça, publicadas pela CTA, no caderno respectivo (nº42) e também no referido boletim “MaisTMA”.
***** (5)